Freedom Writers

"Por trás das suas ideias do que é certo e errado existe um campo... Me encontre lá!" (Rumi)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A importância do objetivo (e da fé!)

"No que diz respeito a todos os atos de iniciativa e criação, há uma verdade elementar - assim que a pessoa se engaja definitivamente, a Providência também entra em ação". - IOHANN WOLFGANG VON GOETHE 

Que eu fui perdida durante boa parte da minha vida todo mundo sabe, não é novidade. Até por isso, me considero apta a falar sobre isso sem tom de lição. Eu vivi isso. E a cada dia percebo o tamanho da importância de se ter um objetivo bem definido. Isso tem ficado claro em todas as áreas da minha vida. Por exemplo: eu me coloquei o objetivo de correr a meia maratona. PORQUE eu tinha este objetivo, comecei a conseguir correr distâncias nunca antes alcançadas. Bem, cumprida a maratona, não consigo correr mais as mesmas distâncias. Isso porque quando ultrapasso a "zona de conforto" não há mais aquela motivação extra para me manter correndo. Se eu parar, não vai fazer diferença nenhuma. O diálogo interno começa a arranjar todas as desculpas do mundo e, por não ter mais o objetivo, acabo cedendo às desculpas. O objetivo é aquilo que te dá uma força maior para passar a fase das desculpas a si mesmo.

Talvez o que seja mais difícil na vida seja definir o alvo. Com tantas opções, tantos caminhos, tantas distrações. Mas estou falando tudo isso para questões práticas da vida, coisas que podemos almejar e alcançar. Acima disso, existe a fé. Porque muitas vezes o que desejamos para nós não é o que precisamos de fato, não é o melhor. A vida pode nos surpreender, ter planos maiores ou diferentes dos nossos.

Então a caminhada é uma constante mistura entre alvos definidos em contrapartida com o peito aberto se jogando no vácuo, no incerto. E essa é a sua beleza. Nenhuma regra pode ser estabelecida, definida... Tudo que é, também não é. A frase que melhor traduz esse raciocínio é: "Confie em Deus, mas amarre o seu camelo".

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Hi tech



Clareou para mim no que acredito de verdade. Eu sou hi tech!
Acredito na ciência, que está provando tudo que os místicos dizem há milhões de anos, nos humanos que estão abrindo sua mente e ficando cada vez mais inteligentes, na física quântica, na medicina moderna, nos remédios de última geração, na possibilidade de estarmos interconectados com o mundo todo, de sermos seres de um planeta. Nossas questões agora são planetárias, os países perdendo importância, precisamos nos ajudar. Querendo ou não, estamos virando irmãos. UNOS!

Todas as Tradições falam: "assim como é encima é embaixo." Refletimos aqui, como humanos, as leis divinas, do Tao, o caminho, o fluxo natural das coisas. Estamos caminhando. Tem horas que nem parece, é desanimador ver a animalidade, grosseria e brutalidade. Mas acho que tudo está se revelando. A grande luta arquetípica entre o bem e o mal está a pleno vapor. Cada um de nós está tendo que se posicionar.
Vou com a normose, como sempre foi? Interpretando tudo da maneira mais impiedosa? Não se colocando no lugar do outro? Deixando o planeta agonizar? Ou vou abrir meu coração, minha mente e ajudar a refletir sobre como podemos ajudarmo-nos? Um único pensamento benéfico sobre alguém já pode mudar tudo! Essa é a verdadeira bruxaria, altamente hi tech. Tanto que ainda não foi explicada. Para quem precisa de explicação.

Alguns simplesmente SABEM! E SÃO! Mente aberta, nova, fresca, sem os ranços da ganância, do egoísmo, da caretice, do medo.
Aqueles que fazem uma oração direta do coração, altamente hi tech, quando vêem alguém sofrendo. Só lançam o desejo de cura, de bem, de amor pelo outro. Simples, fácil, verdadeiro. Sem igreja, sinagoga ou mesquita. O grande altar é o mundo! Tudo que está aqui é como LÁ!
Compreendem o mal como ignorância do bem apenas. Sem existência própria, porque é negação. Como a escuridão, que só existe enquanto não tem luz. Vem a luz e onde está a escuridão?

Pós modernidade. Pós tudo. Agora é outro momento, não dá mais para comparar com nada. Ficou tudo demodé, piegas, sem energia.
A vida, nesse momento, necessita de gente acordada, disposta a compartilhar, fazer parte, sem omissões. Expor-se com transparência.
Afinal, de que lado estás????

domingo, 13 de maio de 2012

A quatro mãos



- Que vista incrível!
Disse eu, em tom que poderia ser sarcástico, já que a visão era um cruzamento de ruas com sinais piscando, paredes pixadas e um posto de gasolina com frentistas sonolentos. 
Mas realmente o panorama me agradava. Uma sexta feira, a noite tão simples e inesperada onde dois pares de pés vagantes pelas ruas de Botafogo se sentiam caminhando na lua. É a doce sensação do estar presente, e encontrar um presente. 
Ali entre um sorriso, uma confidência e uma cerveja, o conforto não permitia nem um cruzar de braços e o silêncio casual não incomodava. Estávamos cômodos. Não era a primeira nem a ultima vez que essa sensação me permeava, mas, cada vez que ela retorna, toca no miolo dos meus anseios, e tudo parece mais calmo.
Sob um céu sem lua nem estrelas, eu soube quem eu era, olhando-me dentro do espelho do outro. Um olhar me desenhou de um jeito inusitado e tão fácil de entender. Ilustrou-me mais pura, sem tantos rabiscos desnecessários. Um esboço claro.
Satisfação, descoberta, sem muita ânsia de querer mais. Suficiente. Ideal. Botafogo me apresentou novas facetas de suas ruelas e de minhas ruelas também.
Sexta feira desenhada em altos e baixos relevos, a quatro mãos. 


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Se eu fosse feita de botões


Se eu fosse feita de botões,
Daqueles que giram, aumentam ou diminuem
Eu aumentaria um pouquinho meu brilho,
Diminuiria um pouquinho meu contraste
Aumentaria um pouquinho a cor
Diminuiria um pouquinho o volume.
E claro, ajustaria o foco.
Também teria eu um menu alternativo
Onde eu aumentaria muito, giraria ate o fim o botão da perseverança
Diminuiria um pouquinho a ansiedade
Aumentaria um pouquinho a auto-confianca
Mesmo leiga em ajustes, perita em desajustes,
Se meus botões existissem, minha imagem e acústica estariam, porque não dizer, perfeitos.
Mas como não os tenho...



terça-feira, 8 de maio de 2012

$$ sem sair de casa


Finalmente nosso blog tem o seu primeiro anúncio pago! O cliente é a E-research Global, uma empresa de pesquisas online, que paga pessoas para responder pesquisas pela internet do conforto de sua casa! Acho que descobriram meu esconderijo. rsrs

Para receber seu $$ após cada pesquisa, é só abrir uma conta no paypal, de onde você pode transferir para sua conta bancária ou usar para fazer compras online. As pesquisas serão sempre direcionadas ao seu perfil (conforme você preencher o formulário) e não acontecem com tanta frequência. Só quando clientes internacionais demonstram interesse em participantes brasileiros. Eu sei que este texto não tem nada a ver com o blog, mas vi que a empresa é de uns havaianos que são super gente boa. Além disso, pesquisas sempre são positivas: seja para melhorar produtos, seja para verificar aceitação no mercado, não importa. Resolvi cooperar. E, claro, cada vez que alguém fizer o registro através do link em nosso blog... ganhamos um dinheirinho!

Para participar, clique AQUI e faça o cadastro.



sábado, 5 de maio de 2012

Quieta satisfação

Vista de casa

Sabe o que é, em um carro, o ponto morto? Pois assim estou eu de estado interno. Neutra. Não tem condições de andar prá frente, nem prá trás. Parada no vazio. Nem bem, nem mal. Oca!

Preenchida por dentro mas com pouco interesse externo, a não ser a natureza: céu, mar, areia, vento... Vontade grande de sair por aí só fotografando, vendo e gravando. Além de saúde, este é meu único desejo: conhecer o mundo e fotografar. Disso não me canso, aí está a minha tesão.

Não me interessa mais saber o que os outros disseram ou escreveram, por mais que os admire, respeite e com eles tenha aprendido muito. Nem pensar penso. Só vivo, feliz por não ter dor, desconforto. Valorizando a beleza de lugar onde vivo, minha casa com sua linda história e meu passado tão bem aproveitado.
Presente!

Estranhando um pouco esse vazio, eu que sempre fui cheia das ideias. Será que é a velhice? Ou o que vim buscando toda vida e agora desconheço? Quieta satisfação...poderia ser...
Também poderia ser a estranheza de um animal antes de uma grande tempestade. Aquele momento onde tudo para, silencia. Ventos solares, 2012?

Estou sendo só canal para o que passa por mim. Denuncio, silencio, alimento, abandono. Sem pensar. Pura ação instintiva. Útil para alguns, inútil para muitos. Assim estou eu, neste momento da minha vida.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Imersa com os bailarinos

"A mudança é perturbadora quando é feita em nós e incrível quando é feita por nós".
- Rosabeth Moss Kanter

E a mudança feita em nós por nós é maravilhosa. Quando coletiva então... é mágica!

Compartilho aqui um pequeno e talvez confuso porém puro sentimento que aflorou em mim ao sentir-me dentro de um  grupo,  co-criando das mudanças em nós mesmos:

- Mergulho para dentro. Uma apnéia dos sentidos da superfície. Ali, nesse tempo-espaço sem os limites das definições, encontro um cardume de peixinhos bailarinos. Peixinhos esses que não falam, mal enxergam, mas tem  o dom de harmonizar sua suave dança apenas sentindo e recebendo as ondas emanadas pelo grupo. A agua fluida, permite a sintonia dentro da liberdade, a ordem dentro do caos e vice-versa.


Durante a dança, a água rica penetra pelas guelras e boquinhas, alimentando-os. Estão mergulhados no próprio alimento. Não há esforço para nutrir-se, há aceitação. Não há caça  nem escassez, há abundância.

A apnéia, que no começo pode ter um tom incomodo, torna-se mais e mais confortável. A sensação é de estar dentro, imersa e envolta por seres que  me harmonizam sem violentar ou invadir minhas frágeis limitações.

Que mergulho incrível. Volto a superfície, reconecto meus sentidos externos, sabendo agora que o imergir  é tão vital quanto o respirar. 



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Poética de uma desletrada


E quanto mais eu escrevo
Mais percebo o quanto sou desletrada...
Me faltam expressões pomposas, repito vocábulos, sou óbvia, uso clichês...
... mas não é a vida um clichê dos mais piegas?

Uma escritora sem palavras,
que só derrama sentimentos...
Faz de sua vida a mensagem.

O papel é o chão batido sob meus passos...
Terrenos acidentados, vales, corredeiras, pontes aéreas que passam
enquanto a história vai sendo escrita no coração dos meus amigos, dos meus amores, meus companheiros de jornada.

A caneta é o tempo
crivando suas marcas deselegantes
escrevendo na pele a minha história....
Outro conto mal contado:
Cada ruga uma sonora risada, uma lágrima não chorada ou simplesmente uma tostada.

Me faltam recursos
Me abundam percursos
Personagem patético, nada poético
Cheia de falhas, fendas, incongruências

Se fosse um filme, seria considerado irreal
Como tudo o que é real de fato.

Preciso de um dicionário ao lado
Se quiser impressionar os homens de letras
Mas posso ser o pai dos burros para quem não procura palavras...
... e sim experiências.

Eu acho que escrevo...
... mas estou sendo escrita.
E o autor deve rir pacas!

Que a história termine
em uma página em braco.
Esse é o final feliz a mim destinado.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O terror de ser feliz!

Por uma série de circunstâncias ficou muito claro para mim o enorme medo que as pessoas têm de ser elas mesmas.
O pensamento é o seguinte: "se alguém souber como eu sou de verdade, jamais vai gostar de mim." Isso parte do sentimento de auto-rejeição. Eu, que mais ou menos sei como eu sou, não gosto, como poderia então outro gostar?
Digo que conhece mais ou menos porque se verdadeiramente se conhecesse saberia que o mais essencial em si, a verdade última é a manifestação da Vida, do Tao, Deus, não importa o nome que se dê.

Cada ser está aqui nesse planeta para manifestar sua individualidade, única, faceta que, ou é revelada por ela ou jamais o será por outro.
Rejeitada? Será sempre. Por uns ou por outros. Já o é por si mesma. Ninguém agrada a todo mundo. E por que precisaria? É horrível ter um nome a zelar, uma máscara a manter, sem poder ver em si o que há no mundo inteiro: as polaridades. Certo e errado, bom e mal, bonito e feio, dia e noite. Eu, sou tudo isso junto.


Outro terror da humanidade é ser livre. Quanto pavor de sair do seu quadradinho, do esperado, e agir adequadamente, mesmo que isso, em certos casos seja tomar um porre, dizer uma verdade engasgada há muito tempo, dar uma gargalhada, ouvir o próprio coração e ser sincera com seu sentimento. Que tal despedir-se das rédeas dos outros, do monitoramento psíquico e assumir que quem entrega sua vida sou eu mesma. E assim como faço, posso desfazer.

Posso assumir a confiança de entregar-se à vida e apenas ser, sem crítica, nem julgamento, apenas percebendo que expande ou contrai, relaxa ou tensiona. Contraiu, tensionou? Não é o caminho. Elimina o certo e errado. Fica com as tuas sensações corporais. Elas não mentem nem enganam.

Be wild and crazy and drunk with Love,
if you are too careful, Love will not find you.
Rumi ♥

 

Donos da Terra


Os donos da Terra, quem são? A partir de uma hierarquia INVENTADA pelo homem branco (sim, inventada, afinal esse desnível hierárquico nada tem de natural), o planeta tornou-se uma antropo-cena dos civilizados. Em algum momento, esse tal homem foi tomado por uma síndrome de enDeusamento, e, achando-se SUPERIOR, resolveu transformar o planeta em um cenário, de acordo com seus desejos. A superioridade implica em uma diferença vertical, divergindo da DIFERENCIAÇÃO, que coloca todos em um mesmo plano, o rico campo da pluralidade. Fala-se em um novo paradigma, mas, o novo nada mais é do que a retomada do original. Nosso livre arbítrio sem consciência nos fez dar uma volta enorme e destrutiva até abrirem-se os olhos da consciência humana para reconhecermos que a criação é o que buscamos. Queremos nos sentir PARTE da Terra, e não inquilinos sem cuidado. O caminho para isso inclui lembrar que necessidades e verdades são criações nossas. É ver o outro, o bicho, a água, o índio, como naturezas diferentes e enriquecedoras que coexistem em paz e das quais, em algum nível, somos interdependentes. Não há hierarquia!  É des-cobrir-se, retirar essa crenças de superioridade, observar a responsabilidade do instrumento da racionalidade que nos DIFERENCIA e usar isso para recolocar o que for recolocável de volta nos eixos. Isso sim é progresso. Progredir, ao meu ver, implica em melhoria crescente, onde progresso gera progresso. Mas tanto se atuou no progresso-regresso, que a auto-organização da Terra em busca do equilíbrio natural ameaça a espécie humana. A retomada de consciência não é mais uma escolha, minha gente. Não somos DONOS da Terra. Somos PARTE  dela. Achar-se superior à Natureza, é um tiro que sai pela culatra.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Entre as princesas, sou a Fiona!



Nos dias de hoje, a história de uma princesa destas que desmaia ao ver uma cena chocante, deitada em berço esplêndido nos altos de uma inatingível torre acabaria meio mal. Ela, provavelmente gorda e solteirona. O príncipe se divertindo horrores com uma plebeia bem mais alegre e companheira. É por isso que eu acho que, entre as princesas, a Fiona é a mais legal. Ela tem um lado ogra, que tentava esconder a princípio, mas viu que quando se assumiu por completo é que conseguiu realmente ser feliz e encontrar o "príncipe" dos seus sonhos: outro ogro. Além disso, ela é uma princesa que pega junto: vai de lá que eu vou de cá. Nunca vi ela esperando pelo Shrek para ser salva. Quando ele chega, ela já está liberando umas porradas violentas nos malvados. Se ele bobear, apanha junto. Acima de tudo, eles são companheiros. Criam os filhos, vivem e se aventuram juntos. SE AVENTURAM JUNTOS. Não é "o príncipe se aventura e a princesa cuida da casa". Acho esta versão bem mais contemporânea e realista. A Fiona é a única princesa fadada à felicidade. As outras provavelmente serão traídas e trocadas por uma versão mais jovem quando o príncipe se der conta de que:
1 - tá rolando uma celulite, os peitos já não estão mais lá no alto e tá sobrando uma gordurinha no pneu;
2 - elas são umas chatas.


Uma princesa cool pode envelhecer mais relaxadamente, porque os motivos do amor do príncipe não são necessariamente seus dotes físicos. Se não, a vida vira um desespero. E a mulherada realmente perdeu a noção de que o que segura o verdadeiro príncipe não é a última versão tecnológica de botox e sim a admiração que ele sente por ela. Por isso, admita-se ogra e faça já sua matrícula na aula de Muay Thai. É melhor você se garantir.

domingo, 1 de abril de 2012

Meu "fim do mundo" pessoal



Talvez o mundo como nós o percebemos acabará mesmo um dia, mas na minha opinião é mais uma questão de despertar da consciência do que uma catástrofe em si. Transformações acontecem o tempo todo e pode até ser que nós, seres humanos, não sobrevivamos, mas o planeta certamente sim, como aconteceu nos últimos bilhões de anos. Bem, de qualquer forma, eu resolvi viver como se fosse realmente acontecer. Não porque eu acredito nesta profecia nonsense, mas porque eu queria parar de procrastinar os meus sonhos. Estou extremamente surpresa com os resultados: é incrível o quanto conseguimos completar quando nossa mente está pré-programada para o sucesso; não de maneira ambiciosa, mas de forma de manifestar a grandeza do que já está dentro de nós. É apenas uma questão de trazer à tona e tornar-se uma versão melhorada de si mesmo, em todos os aspectos. Isso se dá através da auto-observação sincera e da perseverança. Se você quer as coisas, torne-as possíveis. Insista. Em algumas ocasiões não está sob seu controle? É verdade, mas você deve fazer sua parte. Pode ser que tenhamos apenas este momento. Tudo o que precisamos é coragem e determinação. Reflita por um momento: se o SEU mundo estivesse chegando ao fim, como VIVERIA o momento presente?

Aí vai uma lista de tudo o que eu consegui manifestar pensando desta forma...

1. Publicar um livro


Para comprar: clique no link abaixo (disponível a partir de maio 2012)

Escrevi um livro há mais de três anos. Os dois primeiros, eu passei revisando, melhorando, traduzindo e encontrando desculpas para não publicá-lo: ah, é tão difícil, as editoras não me respondem, elas nem devem ler a maioria do que recebem, blá, blá, blá. Há exatamente um ano atrás, eu estava no Rio pessoalmente lutando pela publicação, dando minha cara a tapa, falando diretamente com os responsáveis, inventando várias histórias para conseguir reuniões com os tomadores de decisão. Eu realmente poderia ter desistido. E verdadeiramente publicar um livro não é um processo fácil. Mas eu sabia que os meus argumentos eram bons, havia público para tal e o assunto era atual. Com empurrõezinhos de amigos e muita cara de pau, finalmente consegui o que queria: o livro está sendo lançado em abril pela editora RDG.

2. Correr uma meia-maratona

Meia Maratona Internacional de Florianópolis

Há pouco tempo atrás, eu não conseguia correr nem dois quilômetros sem perder o fôlego. Decidi que era hora de fazer da corrida um prazer, não um fardo a ser carregado. Isso foi feito de forma saudável, ampliando meus limites lentamente, 500 metros a cada semana. Não parece tão difícil, certo? E não é. A única parte realmente difícil é não desistir. Não permitir que nossa mente use suas artimanhas e encontre ótimas desculpas para não continuar. Não, elas não são ótimas. Cruzar a linha de chegada é que é maravilhoso, acredite em mim. Foram 21 quilômetros de pura alegria.

3. Voar
Voo duplo de asa delta no Rio de Janeiro

Eu era uma daquelas pessoas que olhava parapentes ou asas-deltas voando e dizia "ai, que delícia, queria muito fazer isso um dia". Bem, estava na hora deste "um dia" virar “hoje”. Na próxima vez que esse pensamento me veio à mente (meu último aniversário no Rio), simplesmente fui lá, paguei e pulei. Pronto! Sim, eu estava com medo. Sim, era caro. Sim, eu sou louca. Mas e aí? Não era uma vontade minha? Só dependia de mim. Fui lá e fiz. E faria de novo num piscar de olhos.

4. Viajar para a Índia

Eu e amigas queridas no Taj Mahal

Todo mundo tem um sonho de viagem. A Índia era um dos meus (eu tenho bem mais de um!). Não tinha dinheiro, mas surgiu uma oportunidade única de ir com um grupo pagando um pouco mais barato. Também tinha uns créditos com a Air France, então só precisava comprar o voo Paris-Delhi. Decidi que ia dar um jeito e pronto. Fiz a inscrição e dentro de um mês teria que começar a pagar. Parei por um momento e pensei: se for para ser, que flua o dinheiro. Milagrosamente, a quantia exata que eu precisava para a viagem foi o que entrou na minha conta bancária naquele mês. Assim, do nada. Sem esforço. O trabalho veio até mim. Qual lição foi  aprendida? Bem, às vezes você tem que arriscar. Diga sim à vida e o resto segue. O medo é o maior destruidor de sonhos. Temos que começar a dar significado à vida ao invés de procurá-lo.

5. Trabalhar em casa e ganhar mais dinheiro

Vista do meu "escritório"

Eu não odiava o meu trabalho. Era editora de uma revista adolescente e trabalhava em um ambiente até bastante divertido. Meu grande problema era seguir o sonho de outra pessoa e não o meu. Também tinha grandes problemas com horários de trabalho e me faltava tempo para praticamente tudo o que eu gostava de fazer. Sabe quando você sente que não está indo a lugar algum? Ao mesmo tempo, eu estava em minha zona de conforto, onde tudo é seguro e o pão está garantido. Um lugar perigoso para aqueles que querem mais do que pão! Bem, a minha infelicidade refletiu no meu trabalho e eu fui repentinamente demitida. Ao invés de chorar sobre o leite derramado, decidi que era hora de ser minha própria chefe. Hoje acordo todos os dias no horário que quero, dou minha corrida na praia, faço minha própria programação, viajo quando quero. Além disso, acabei ganhando muito mais dinheiro e diversificando minhas atividades: agora sou escritora, roteirista, tradutora e blogueira. Sim, foi difícil nos primeiros 3 meses. Sim, eu estava preocupada. Sim, eu tive que rebolar e correr atrás. Mas a vida foi me mostrando que era um sonho possível, eu fui tendo fé, e a fé parece realmente fazer a diferença, apesar deste papo ser piegas. Tudo o que eu tenho acreditado com propriedade vem se tornando realidade quando em conjunto com trabalho árduo. É preciso abrir as portas e tornar nossos sonhos possíveis.

6. Parar de fumar



Tudo bem, eu nunca fui uma grande fumante. Talvez minha vó até hoje não saiba que eu fumava. Mas nessa de não ser uma graaaaaaaande fumante, eu ia fumando várias carteiras! E dava isso até como desculpa para não parar: ah, dois ou três cigarrinhos ao dia não podem fazer tão mal...
Bem, fumar e correr não rola. Optei pelo segundo verbo. E até respeito quem quiser assistir o fim do mundo com um cigarrinho aceso... mas parar de fumar é uma benção. Se pensar bem, é como se livrar de uma bengala e começar a caminhar sem ela... Fala sério, bengalas fazem falta pra quem anda? Não, né?

Ah, e este não é um post para me vangloriar. Foi mérito meu, mas o que quero é abrir seus olhos para algo maior do que "eu". É preciso abrir espaço para que este “algo” se manifeste. "Precisamos ser menos estimulados por fatores externos e mais catalisados por escolhas internas e auto-capacitação", diz Kingsley Dennis, um colega escritor. Eu não posso convencê-lo, mas você deve se lembrar de quem é: um ser único. Se o mundo não tem o seu melhor, então você não está fazendo seu trabalho ... e todos nós estamos perdendo com isso. Eu estou aqui para lhe dizer que quero o seu melhor. Quero aquilo que só você pode trazer para este mundo, de preferência antes que ele termine! E quanto a mim... parece que a vida acaba de começar. Se o mundo acabar vai ser uma baita sacanagem!!!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Viva a futilidade! (Look of the week)

Seres completos vivem de tudo, gostam do mundo, são ecléticos. Estou dizendo isso para justificar a enorme gama de atrações, aparentemente incongruentes, que me compõem.
Assim como o amo o misticismo, a filosofia e a meditação, também amo moda, comida, vinho e outras "cositas más", que fazem parte desse "crazy world", que eu adoro!

Assim que resolvemos também mostrar looks interessantes, que usamos no dia a dia, já que dá para ver que a gente "se acha". Se acha o máximo de gente boa, de bom gosto, de interessante; se acha também nada, quando vemos uma noite estrelada e percebemos nosso tamanho, quando sofremos a dor de nossas mazelas, nossas tristezas e nos damos conta que nada sabemos...

É muito fácil para mim passar do mais alto nível de conversa sobre espiritualidade, por exemplo, diretamente para a moda. Estas duas facetas do mundo andam lado a lado para mim, simplesmente porque são coisas que me interessam. Sem uma a vida não faz sentido e a outra me entretém no varejinho de todo dia...

Hoje Alana foi dar umas bandas em Balneário e inauguramos esta seção com ela.
Calça dourada Zara, blusa Renner preta, sapatinho baixo Arezzo com ponta de metal, pulseira da Allez Boutique, bolsa marroquina de Marrakech e óculos Dior. Hi-low, como tem que ser nesses tempos.


Ficou gracinha. Olha aí...

quinta-feira, 29 de março de 2012

Lixo Lindo

Reciclar, reutilizar, transformar, coletar, conscientizar. Cuidar do próprio lixo é a base, o começo do cuidar do mundo. Não intoxicar o planeta e ser responsável pelo próprio dejeto, é básico. Mesmo que a grosso modo, já que exigir de todos o uso de detergente, shampoo, e desodorante eco-friendly vai um pouco além (o mercado desses produtos vem crescendo e sofisticando-se, esta mais facil agir consciente).
Vivendo no Rio, cidade sede de discussões e ações verdes e sustentáveis (ai, que termos gastos), falar de lixo é conversa de bar, o que é bom. Mas essa cidade-linda-maravilhosa está muito mal estruturada quando se fala em coleta. Quem quer reciclar pena muito. Muita gente quer reciclar, poucos podem coletar, cooperativas estão abandonadas, e, com tanta dificuldade, o reciclar torna-se uma missão difícil. E dói na consciência dos conscientes tratar o lixo de forma errada.
Voei hoje rumo à minha terra pensando nisso...

Acabo de chegar Floripa, ilha localizada no sul do Brasil, que, nem de longe, recebe o apoio e a mídia direcionados ao Rio. Mas aqui a palavra reciclagem não soa difícil. Nem distante. Soa natural, óbvia. No meu condomínio, como exemplo, por 17 reais mensais por apartamento, cuidamos do lixo assim:

 






E caso haja um artista criativo no prédio, há ali matéria-prima abundante para criar!
Também há coleta de livros, móveis e roupas, onde materiais usados são destinados à quem necessita.

Fiz esse post para meu próprio ânimo, espero animar alguém aí no Rio, mostrar que o modelo ideal existe e funciona.
Este é o site da empresa que cuida disso aqui: www.novociclo.com.br. Empreendedores cariocas, let's do it! Let's do it Rio. É possível.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Os semeadores do futuro

Li o blog da Mari e me atiçou essa ideia, que já existe há muito, de que cada um de nós tem uma percepção própria do mundo e é responsável por ela.
Como se cada um fosse uma janela da inteireza e abrisse uma revelação individual.

Daí isso se apresenta como algo que, ou vai ser dito ou demonstrado, ou se calará para sempre. Janela fechada, visão anulada.
Dom desperdiçado.

Os jovens têm isso um pouco mais aflorado, mas muita insegurança para demonstrá-lo. Os maduros estão tão preocupados com sua própria vida, que já perderam o interesse em mudança. Restam os loucos, os que não desanimam, os que acreditam tanto, que já vêem a coisa realizada. E abrem a boca, denunciam, iniciam movimentos, desobedecem as ordens pré- estabelecidas.

São xingados, denegridos, mas não se importam. Têm algo no coração que supre qualquer carência e não esperam aprovação externa, porque sabem o que precisam fazer.

São estes que movem o mundo. Que se responsabilizam por sua visão e lutam, criam, revelam o que está no coração de todos. Quase nunca se dão bem. Mas nem é isso que esperam. São os semeadores do futuro e os acordados do presente.

God save these people!

Ativos


Grupos de jovens, fresh blood, cheios de gás e vontade de mudar o mundo. Essa história sempre se repete. E isso é ótimo! As cabeças pensantes e corações palpitantes que se juntam e doam tempo e amor às causas planetárias, em defesa do bem. Tudo lindo, nada perfeito, mas a intenção é nossa melhor comunicação com o cosmos, força motriz da materialização. O arregaçar das mangas é facilitado quando há união, a união traz a força, já sabemos!

A benfeitoria também pode se aflorar pelo lado egoico, afinal fazer o bem é bonito, nobre. Voluntariado então virou palavra de status: bom para o curriculum pessoal e profissional. Até para paquera funciona, e isso não faz mal se a missão for cumprida.

Nadar contra o grande cardume dos que preferem deixarem-se levar pelas "verdades" impostas sem refletir (para não criar desconforto) pode até ser difícil, mas é delicioso. Nos deixa mais fortes, com a consciência mais sarada e a língua mais afiada. Os ouvidos também. Engajar-se em boas causas é como limpar as lentes através das quais enxergamos o meio e o mundo. Novas e velhas ideias vêm à tona através de sábios e leigos, igualmente sedentos de mudança. E nossas cabecinhas trabalham sob nova luz.
Para seguirmos firmes, é preciso fortalecer a imunidade contra o vírus da preguiça, da desesperança e da impaciência; males estes comuns entre ativistas iniciantes. Eu mesmo já adoeci de tudo isso. Mas agora tomei a tal injeção de ânimo e esperança.

Seja pelo amor ao mundo ou pelo ego, interesse pessoal ou vaidade, pensar diferente e compartilhar a ideia faz a diferença do mundo. Agrupe-se. Há sempre alguém que tem o melhor fermento para suas teorias crescerem. Há sempre algum confeiteiro de ideias, que as deixam mais apetitosas para a sociedade. O que é bom para você pode ser bom para o mundo.

Sempre é hora. E agora é hora. Vale ficar meio perdido. Mas não vale abafar a intenção. Tá com sede de mudar o mundo? Vem beber da fonte, regar seus ideais, fazer florescer. Praticar, usar seus talentos ( já dizia a parábola que é pecado enterrá-los!) Há terreno suficiente para boas sementes. E há ervas-daninhas para serem arrancadas. Comece no seu mundinho... e  melhore o nosso mundão!

terça-feira, 20 de março de 2012

Livres?

Acho que a coisa que mais agradeço em minhas orações é viver em uma época e em um país livres. Os clichês negativos sobre o mundo de hoje me cansam. Agora a liberdade é escolha, consciência. O ser livre é algo que precisa ser eleito internamente, já que o mundo aqui fora aceita-nos de qualquer jeito, com qualquer roupa, qualquer religião, qualquer opção sexual. Agora somos nós que guardamos as chaves de nossas algemas e é possível, mais do que nunca, ser realmente livre. Escolha seu trabalho, seu amor, seu país para viver, conforme seus gostos e crenças. Sim, agora tudo pode. Não há obrigação de eternidade: nem na carreira, nem nos casamentos, em nada! Pode-se escutar tudo e dizer qualquer coisa. Pode-se comer qualquer coisa ou viver de luz. Ser uma mulher-motorista ou um homem-manicure. Pode-se, pode-se, pode-se.

Aí está também a armadilha: a liberdade é a prisão de quem não sabe usá-la. Acabamos muitas vezes encurralados nos labirintos das múltiplas escolhas. Porque cada escolha é uma renuncia. E renunciar dói. Escolher, mais ainda! Escolher bem implica autoconhecer-se bem. Quando detemos o poder de escolha, sem imposições e direcionamentos alheios, a bússola do que é bom para nossas vidas somos nós mesmos.


Silenciar a mente mentirosa e  encontrar o sim e não é resultado de muito exercício. Achar a resposta e satisfazer-se com nossa decisão, sem sofrimento, é o ideal. Pode tornar-se real, mas haja exercício! O poder de escolher só faz sentido se nossas escolhas gerarem alegria e plenitude, não é?

Agradeço por viver neste momento da humanidade, mas para viver bem a liberdade contemporânea, interiorizo essa antiga: Conhece-te a ti mesmo!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Politicamente correto é um pé no saco



Tô cansada de ter que economizar palavras por causa da "interpretação" dos outros. Todo mundo que escreve e publica tem uma espécie de trauma, porque certamente já levou algum esporro de alguém que "se sentiu ofendido". Bem, minha visão sobre isso é que, em grande parte das vezes (não sempre, obviamente!), o preconceito está naquele que ouve, em relação a si mesmo.

Eu, por exemplo, sou desprivilegiada com relação a altura (pra não dizer "baixinha") e já tive gordura corporal acima dos limites recomendados (pra não dizer "gorducha"). Só tive problemas com pessoas me chamando assim quando o problema era MEU, ou seja, quando eu rejeitava estas características em mim. Depois de resolver o que estava mal resolvido, nada me faz a menor diferença, porque eu NÃO ME IDENTIFICO com o que está sendo dito. Captou?

Outro exemplo... eu tenho um amigo afrodescendente (pra não dizer negão) com quem vivia trocando piadas. Ele me contava as últimas de loira (quando eu era loira) e eu fazia o mesmo. Ele não se achava MENOS porque era negão, eu não me achava burra porque era loira, ninguém tinha problema com isso. A gente dava um monte de risada e ponto. As piadas exageram e estigmatizam as características? Claro, né gente! Se não, não seria piada.

Os homossexuais bem resolvidos também tiram de letra as brincadeirinhas de gay pra cá, gay pra lá. Problemas com isso quem tem são os bombadões enrustidos de voz grossa que nunca se assumiram (não querendo dizer que todo bombadão é homo, nem vice-versa). Esses ficam putos.

É claro que às vezes o que é dito realmente está carregado de preconceito. Neste caso, se você é bem resolvido, nem vai perder seu tempo com gente estúpida porque preconceito, para mim, é o maior atestado de burrice. De toda forma, se você se ofendeu com qualquer uma das coisas que eu disse aqui, envie o comentário para o seu terapeuta! #prontofalei

quinta-feira, 15 de março de 2012

The magic Maroc

Só agora estou conseguindo elaborar e falar. Foi um sonho de viagem. Marrocos, mais uma vez. Dessa com um casal de amigos. Aqueles amigo que são do peito, íntimos, família, nesse nível.
Tudo muito real, aberto, tranquilo e divertido. Mais que tudo, divertido. Como rimos nesse país!

Andamos de carro alugado pelo país inteiro. De Tânger ao Saara. Mar, montanhas, neve, sol, piscina, secura e deserto. Todas as experiências em 21 dias. E beleza, beleza e mais beleza. Que lindo lugar é essa porta da África!

Reencontramos nosso guia, que ficou nosso brother, Bashir que nos protegia, guiava e nos divertia. Sabe aquela sensação de "tá comigo, tá com deus"? Nos acompanhou em alguns lugares, em outros curtimos sòzinhos. Marrakesh, por exemplo, tá dominado! Lá circulamos como em casa. Êta lugarzinho delicioso de se viver, altamente curtível!

Tânger, de frente para o Atlântico, beleza pura. O mar, a vista do nosso Riad, a medina antiga e linda. É realmente o lugar para se chegar ao Marrocos. Recebe a todos de braços abertos, como uma mulher linda e sedutora. Passamos uma noite inesquecível, tomando champagne e comendo tâmaras e amêndoas, debaixo de uma noite estrelada, ouvindo uma rádio suíça que é o máximo. Era o som do Riad...nem podíamos acreditar... deslumbramento por cima de deslumbramento. Ainda por cima com aquela trilha sonora? Puro êxtase!

Fes depois. Cidade linda, pouco desbravada por nós até agora. Estamos só na beiradinha esperando que ela se abra para esses brasileiros sedentos de Oriente. Num pôr-do-sol, com a cidade a nossos pés, tomando um chá de menta, nem falávamos, tal o estado de paz e deslumbramento.

Atravessar o Atlas de carro é de tirar o fôlego. A vista, as cores das montanhas, a neve nos picos, chegando muito perto da estrada e as pedras deslumbrantes que se abrem com preciosidades internas. Silêncio para apreciar a paisagem...

Em Agadir ficamos num hotel fabuloso e nem saímos dele, só para descansar. Pôr-do-sol na frente da janela do quarto, daqueles africanos, vermelho profundo como não vemos por aqui.

Essaouira, lugar de gente doida, surfistas, hippies velhos e novos, lá não são raça em extinção. Pelo contrário, são o povo do lugar. Convivendo com as mulheres de burca. A medina é das mais sofisticadas; pequena, em relação as outras, mas que dá para se perder bonito. Adorável lugar...

Essa é uma parte. De Marrakech e do Saara falo em outro blog.







Minha chefe aqui no blog não gosta que eu me prolongue...

Um dia em Casablanca

Louca a sensação de entrar em estado alterado de consciência ao conhecer uma pessoa que te modifica a vida.

De repente, se está no paraíso, ou num parque de diversões, na melhor festa dos últimos tempos...e nem festa era. Apenas um encontro com desconhecidos, num lugar já visto na fantasia.

Bom, muito bom. Sem tempo, ninguém viu a hora passar. Quente para o coração. Encontro com gente de outras vidas? Amigos dessa vida que ainda não haviam se encontrado? Almas irmãs? Mil pensamentos a respeito, mas o fato é que durante o encontro não havia nada na cabeça. Só a vida fluindo, o riso fácil, sentir-se em casa num lugar desconhecido... e tudo em Inglês, ainda por cima...

Muito louco, inesquecível!

Mas, o que acontece em Casa (como chamam os locais Casablanca), fica em Casa.
Uma só situação se criou: como viver sem ter mais disso? Não desejar, como dizia Buda.

Tá, tá, tá bom! Se rolar rolou!